Até que a morte nos separe.

A frase parece trágica, mas é sempre verdadeira. Sim, verdadeira.
Por parte de pai, venho de uma família de portugueses, e minha avó contava que ela havia dado sorte na vida.

Era a mais nova de três irmãs e na aldeia onde moravam em Portuga, era comum os casamentos arranjados entre as famílias. Suas irmãs eram um pouco mais velhas e ela chegou a ver que seus casamentos não tinham sido dos mais felizes. Como a idade de casar (17 anos, para garantir o casamento de uma virgem) já estava chegando, ela ficou apreensiva do que estariam “arranjando para ela”.

Descobriu que iria se casar com um rapaz que ela até achava bem-apessoado, parecia educado, mas, entre parecer e ser, desde aquele tempo sempre houve uma grande distância, de forma que ainda pairava no ar uma certa apreensão.

A apreensão aumentou quando descobriu que seu futuro marido iria se mudar com um primo e sua mulher para o Brasil e ela certamente iria perder o contato com sua família. Graças a Deus tudo deu certo para ela, eles tiveram 8 filhos e a semente foi tão boa, que sempre foi uma família muito unida. Mesmo porque, naquela época o “até que a morte os separe” , era por vezes uma dura e triste realidade para as mulheres.

Hoje os tempos mudaram, as mulheres se emanciparam e podem escolher com quem se casar, quando e por quanto tempo. Sim divórcio é uma realidade, o que nem sempre quer dizer que estas Ginjas estarão livres de perseguições e por vezes até morte, por parte de seus ex maridos.

Algumas de nós ainda escolhemos mal e em enorme maioria deixamos que os homens tomem as rédeas de nossas vidas, nos dizendo o que comer, vestir, acreditar, enfim controlando as situações por mais cotidianas que seja. Para isso só há um remédio, a independência financeira e isto só vem com educação e trabalho.

O que quero dizer com isto é que: muito mais importante do que ter sovaco peludo ou sair para protestar com os seios de fora, é preciso muito estudo e um bom emprego ou muito estudo e muita vontade, para desenvolver uma atividade própria e conquistar a tão sonhada independência financeira.

Isso é fundamental para que possamos escolher quem desejamos ser, quando e onde, e ainda possamos conquistar o homem que queremos, aquele que seja um verdadeiro companheiro. Assim podemos seguir na vida, seja com ou sem ele, baseando-se apenas na nossa vontade, já que tais decisões quem toma, somos nós.

Sem alardes, sem protestos públicos, sem mimimis. Os homens que descubram que ter uma companheira hoje, é ter alguém ao seu lado que pode ajudá-lo a trilhar caminhos de sucesso, pois ela estará preparada, inclusive psicologicamente ( forte e lúcida) para ser uma grande mulher.

Caso contrário: “Hasta la vista,baby” !  Como eu disse, acredito piamente no “ até que a morte nos separe”, mas também tenho plena consciência de que há muitas formas de se morrer. Se quem morre é o sentimento ou a admiração pelo seu companheiro, está mais do que na hora de enterrar este sentimento.

 

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