Vocação para empreender? SEMPRE !

Olá Ginjas !

Eu tenho uma amiga ginja que há algum tempo, de tanto conversarmos sobre tomar as rédeas de sua própria vida, resolveu colocar as mãos na massa e empreender fazendo o que gosta, ou seja, vender bijuterias diferenciadas. Não estas que as maquinas chinesas cospem mil a cada segundo, mas aquelas diferenciadas, de qualidade.

Como toda boa ginja, ela colabora com o orçamento familiar através de um emprego formal e não pense que é uma executiva de carreira, ela é apenas alguém com um padrão médio, um emprego bom, mas que o dinheiro acaba junto com o final do mês (o que para algumas é um grande feito, pois, o dinheiro acaba antes).

Aperta daqui e dali e surgiram as primeiras peças, bonitas e realmente diferenciadas, que ela levava para o trabalho na empresa em uma bolsinha de mão. As vendas foram crescendo e ela por vezes ia dormir tarde, afinal, ela é casada, tem filhos pequenos e somente depois dos pequenos iram dormir é que ela tinha tempo para montar suas peças.

Um belo dia, ao voltar do trabalho, ela deu uma cochilada no ônibus e acordou assustada ao ver que o ponto onde descia se aproximava.

Rapidamente pegou sua bolsa e deu sinal ao motorista para descer, levantou rapidamente e saiu. Após caminhar alguns passos… sim, ela deixou a bolsinha com as peças e seus alicates de trabalho no ônibus que já virava a esquina.

Não sabia se corria atrás, se gritava, enfim, fez o que muitas de nós fazem nessa situação. Chorou. Chegou em casa, triste e cabisbaixa, sentindo-se derrotada, querendo fugir, desistir, se enterrar num buraco e ficar lá e enfim foi dormir.

No dia seguinte, acordou com um pensamento: Fugir nada, isto é coisa do meu cérebro, que tem como função primordial nos preservar, nos proteger. Daí o nome “instinto de sobrevivência”. Eu sobrevivo a isto, afinal crescer dói, nem tudo são flores, temos que ignorar esse instinto que quer evitar a dor, fazendo exatamente o oposto: se expor, mexer na ferida, explorar onde dói, pois se dói, é porque ainda queremos fazer isso e vou fazer.

À noite, quando chegou em casa após o trabalho, reavaliou o que seria preciso para recomeçar. Pensou em como reorganizar seu tempo e ter boas horas de sono e além de ter tempo para as outras atividades. Planejou-se.

Bola para frente, afinal como sempre conversamos, ela sabe que: Vencedoras não são as que nunca perdem, mas sim as que não desistem de sonhar e realizar.

Hoje ela produz peças em pequenas quantidades, renovando sempre e muito seu estoque, garantindo que as pessoas que compram suas peças terão peças quase exclusivas (afinal somente ela cria e vende) e quem deixa de comprar no dia, as vezes quando resolve comprar tem de levar outra tão linda quanto, mas a primeira escolhida, esta não tem mais para venda.

Agora ela está em ponto de largar seu emprego e viver do que realmente gosta de fazer, graças a sua habilidade em confeccionar belas peças, mas principalmente graças a sua persistência e perseverança.

Em tempo: qualquer dia mostro algumas peças lindas aqui no blog. Beijos a todas.

 

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